Exercício Espiritual   1 comment

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Ouço-os de todo o lado.
Eu é que sou assim.
Eu é que sou assado,
Eu é que sou o anjo revoltado,
Eu é que não tenho santidade…

Quando, afinal, ninguém
Põe nos ombros a capa da humildade,
E vem.

Texto: Miguel Torga, in ‘Diário (1939)’

Foto: João Carvalho (Fátima, Portugal)

Posted 1 de Março de 2015 by João Carvalho in Foto, Pensamentos

SONATA DE OUTONO   2 comments

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Inverno não é ‘inda mas Outono
Na sonata que bate no meu peito
Poeta distraído, cão sem dono
Até na própria cama em que me deito

Inverno não é ‘inda mas Outono
Na sonata que bate no meu peito
Acordar é a forma de ter sono
No presente e no pretérito imperfeito

Mesmo eu de mim próprio me abandono
Se o rigor que me devo não respeito
Acordar é a forma de ter sono
No presente e no pretérito imperfeito

Morro de pé
Mas morro devagar
A vida é afinal o meu lugar
E só acaba quando eu quiser

Não me deixo ficar
Não pode ser
Peço meças ao Sol, ao céu, ao mar
Pois viver é também acontecer

A vida é afinal o meu lugar
E só acaba quando eu quiser

Texto: ARY DOS SANTOS

Foto: João Carvalho (Portalegre, 2015)

Posted 22 de Fevereiro de 2015 by João Carvalho in Foto, Pensamentos

Contemplar os instantes   1 comment

SONY DSCSomos mais gratos à vida, quando somos capazes de contemplar os instantes, sem pensar em porquês.

Texto: João Alberto Catalão

Foto: João Carvalho (Portalegre, 2014)

Posted 17 de Fevereiro de 2015 by João Carvalho in Foto, Pensamentos

…a alma   1 comment

SONY DSCHá pensamentos que são orações. Há momentos nos quais, seja qual for a posição do corpo, a alma está de joelhos.

Texto: Victor Hugo

Foto: João Carvalho (Elvas, Igreja da Piedade, 2015)

Posted 3 de Fevereiro de 2015 by João Carvalho in Foto, Pensamentos

5 anos !   12 comments

Já passaram 5 anos.  A todos que seguem este blogue o meu Obrigado !

João Carvalho (2015)

sem nome

 

Posted 2 de Fevereiro de 2015 by João Carvalho in Foto, Pensamentos

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AS MÃOS   2 comments

SONY DSCCom mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema – e são de terra.
Com mãos se faz a guerra – e são a paz.
Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedras estas casas mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.
E cravam-se no Tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.
De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.
Texto: Manuel Alegre
Foto: João Carvalho (2014)
 

Posted 23 de Janeiro de 2015 by João Carvalho in Foto, Pensamentos

Os Limites Dos Sonhos Não Se Esvaziam!   2 comments

SONY DSCÉ uma reclusão forçada, triste, vazia, a que tomou conta dessa menina…
É vaga a vontade de existir. De tão vaga, vagueia nas ruas e artérias das cidades envolventes.
É vida que da mansidão se exasperou. “Nunca o silêncio gritou tanto nas ruas da minha memória”, escreveu Cassiano Ricardo. Assim tem sido…
Trovas engrandeceram a vida de magia.
Diz-se que os limites dos sonhos não se esvaziam!
Não assim… E é nessa réstia vadia que a solidão se enfrenta. Que a emoção se ausenta e o calor dos dias arrefece.
A instabilidade do tempo mistura-se com as dores da vida. Subtrai pedaços de alma que já não caminham lado a lado.
Essa menina só sabe chorar. E o tempo passado a rezar, dispersa na fé cansada…
Os santos ocupam-se das preces dos outros… O Todo-Poderoso parece fixado noutra distracção.
É difícil explicar os vazios que se voltam a encontrar nos silêncios que se constroem enquanto defesas, que deixam de ser o que são, para se tornarem no escape mais dúbio, mais inconsequente…
É certo que “Ninguém pode censurar a sua verdade.”
Nem sentir uma incompreensão constante. (Im)Própria.
Fruto da diversidade das complexas contrariedades desavindas e juntas.
Já nada é passageiro. A tranquilidade faz-lhe falta.
As penas acabarão por morrer.
Afinal… Somos apenas pássaro novo longe do ninho.
Renato Russo diz que “A tristeza não nos muda. Ela nos revela.” Com uma transparência inimaginável… Espero que essa menina não se obrigue a concordar com um outro pensamento do mesmo Renato “E de todas as pessoas, que um dia foram embora, é de mim que eu sinto mais falta.”
Ela não quer ausentar-se, quer ser presença assídua…
A reflexão já não a cura…
Adeus dia… Adeus Ano…
Venha outro, mais Humano!


Texto: Eldazinha in http://vivemosdemomentos.blogspot.pt/

Foto: João Carvalho (Jardim do Tarro, Portalegre, Portugal)

Posted 5 de Janeiro de 2015 by João Carvalho in Foto, Pensamentos

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